Acontece todo dia

Com um espinho na ferida e olhos líquidos, eu vou cruzando mais uma solidão. Mais uma solidão ficando pra trás e outra me acompanhando, como se todos os atos se arrastassem pro fim, pro desastre já esperado do que foi construído fragilmente e temeroso por tristezas antigas. É injustificável querer ir além do que as próprias pernas podem, e sobretudo do que o coração aguenta. Daqui eu vejo que a luz quer habitar, mas a porta se fecha.



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