sábado, 25 de junho de 2016

Labirinto

São meia noite e meia e o relógio avança mais são do que eu acordada vendo palavras ecoando no teto branco e implorando por um descanso que não vem. Dentro do peito pássaros selvagens bicam incansavelmente querendo sair, mas eu não entendo, o buraco já está grande demais e não os sinto indo embora. Quem sabe seja somente um massacre intimo pra me acompanhar na madrugada, no abrir e fechar das pálpebras exaustas em câmera lenta. Vida fodida.
Não há mais nada a dizer ou fazer.