quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Unidos pelo Cosmos

Anoiteceu.
   O céu agora é um borrado de prata e azul-escuro. A lua fascinante assim, me dá uma tristeza que dilacera. Lembra o teu sorriso, onde moram inquietações que se assemelham aos meus medos da madrugada. Minha alma quer comunhão com a tua, mas o coração é adoecido porque o que é meu está longe. Essa noite te ouvi me chamar na escuridão do quarto pequeno e meus olhos choveram com teus traços e teu cheiro transitando as horas. A raiz do que eu sinto por ti mostra que a vida é torta e descompassada porque não tenho a ponta dos dedos tocando tu, que é um universo inteiro. Tu habita nos meus olhos e respiro com dificuldade a ausência pesada da tua voz. Encaro o desejo de morar contigo na sombra da árvore do quintal de sol morno, morar no pra sempre que pertence a ti e eles me encaram de volta, como uma tortura cotidiana. Teu nome não dorme na minha mente e quero molhar os pés  na praia, ao teu lado, pra entardecer descansando no teu suspiro.