domingo, 22 de novembro de 2015

Do que se trata a vida?

Eu sou seu cemitério.
Em mim repousam seus ossos cansados
e sua dor versa silenciosa abaixo de sete palmos
de esquecimento e angústia por não sair viva dessa vida sofrida.
Todo dia é uma partida.

Eu sou sua lápide fria.
Eu sou a bomba-relógio que detonou no seu peito.
Agradeça a mim, dormindo tranquilo. Vou vigiar seu sono, de longe.

Eu sou as flores sobre você.
Venta solitário, rolam as lágrimas. Leve meu cheiro. 
O vazio completo vai pisando nas esperanças temerosas, eu sinto.
Quando a chuva cair, entenda que é hora de dizer adeus.

domingo, 1 de novembro de 2015