quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ele é o pássaro dos meus dias.

No sorriso dele moram pássaros que inquietam meus olhos parados. 
Do que chamo de viver, aquele sorriso é o que ilumina meus olhos escuros.


Tag Me Descobri.

 A Carol do blog http://carolinabotelhoemsenhoritaagridoce.blogspot.com.br/ me indicou para responder essa tag .Quem criou a tag foi a Koizume do blog - http://theworldbykoizumi.blogspot.com.br/. 


Regras
Linkar o blog que criou a tag. 

Linkar o blog que te indicou
Colocar o selo da tag
Para cada pergunta uma resposta e uma foto que simboliza a resposta
Indicar a partir de 9 blogs para responder a tag


1- Como se chama? Fale um pouco sobre seu nome... Quem te deu esse nome? Você gosta?
Simone significa “a obediente” ou “a ouvinte”. Minha mãe quem escolheu e eu gosto, acho que combina comigo.

2- Algum desejo?
Tenho. 

3- Qual seu maior medo?
A morte. Não só a minha.

4- Como você se sente quando alguém diz que você não deveria ser assim?
Assim como?

5- Já se perguntou quem é você? Qual o motivo de estar onde está?
Sim, me perguntei muito. Agora, não.

6- Tem algo em você que te incomoda?
Sim.


7- Tem alguém que te inspira?
A mãe e o pai.

8- Qual a sua cor?
Gosto de cores sujas e preto.


9- Algo a dizer sobre as pessoas que venham a te conhecer?
Pareço chata, mas sou legal.
Ou é o contrário...


Não vou indicar nenhum blog, caso alguém queira fazer...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Je ne sais quoi

   A madrugada não dorme. Me pergunto quem eu seria se minha alma não padecesse tanto, se eu não desaparecesse da vida das pessoas, mas não tenho respostas. Meus bolsos estão pesados de acumular tristezas. Tenho uma fenda incosturável no peito e incontroláveis são minhas mãos na sua ausência. Eu tremo. Um tremor doente e pálido. Um tremor cheirando a vômito e adeus, com gosto de sangue escorrendo do nariz.
   Eu vigio a madrugada. Estou presa dentro dos meus próprios labirintos e meus olhos dançam no escuro procurando saída. Não tem. Essas linhas não têm salvação. Os dias longos maltratam e a noite não descansa. Os olhos piscam lentos e sem norte.
   Eu apanho da madrugada, mas amanheço com hematomas menos doídos que o som abafado da tua voz trêmula. As madrugadas, menos hipnóticas que teus olhos sem expressão, tem os traços precisos da tua caneta desenhando minha fragilidade secreta pro mundo. Quando a lua banhar meu portão, vou rezar pra que ela lave essa dor pros bueiros tão fedidos quanto a covardia que eu visto.
   A madrugada não cansa. Parece semente pronta pra crescer regada por lágrimas frias. É no barulho absurdo do silêncio dessa madrugada, que vou sentindo minha alma longe, longe do meu próprio corpo.

Às vezes algo precisa morrer pra que outro algo possa nascer.