Vida incurável

Quando ela dança de rosto colado com a tristeza
e o cansaço a puxa pra cama, 
ela faz amor selvagem com a solidão. 
Molhada, as lágrimas são muitas. 
Exausta, se entrega inteira. 
Arqueia o corpo ao toque da angústia 
e cada respiração é um gemido de desespero. 
À noite, o quarto sempre a engole. 
Soluços altos. 
Ele tira toda máscara e brilhos pálidos. 
O delírio devorando a madrugada,
fazendo sangrar o dia. 
Retalhada é como o sol da manhã encontra sua alma  
mentirosas suas confissões embaixo do lençol. 
Há um abismo em seu peito febril, 
uns desvarios profundos em suas olheiras 
e poucos são os pássaros que a avisam que já não é mais hora de tentar dormir.

Comentários

  1. Boa tarde

    Lindo de tão triste! Mas muito belo!

    Beijinho e um bom sábado

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Lindo texto!
    Escreves com as batidas do coração, o qual deixa por si desaguar cada um dos mais finos sentimentos que esta a te cercar....
    Amei a postage!
    bj de carinho no coração.... Belo findar de semana

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  3. Muito lindo e muito triste *-*
    Bjnhs

    http://karoline-o-meu-melhor.blogspot.com/2015/09/cachoeira-do-tempo.html

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  4. Boa tarde querida Simone..
    a vida nos deixa com algumas marcas..
    nos mostra seu lado oposto por vezes..
    mas a cura da mesma está sempre em nós...
    em nossas ações, atitudes e no poder do querer..
    beijos e feliz sempre

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