Um ainda-amor

Estou voltando para casa. Depois de um tempo bem longe, ouvindo outras músicas e comendo bobagens no entardecer. Senti falta de cada canto, cada um que me lembrava você, e sabe, me deu uma vontade grande de te procurar, de correr pros teus braços, de perguntar se eles ainda são meus. Senti cada pedaço do quarto, da varanda, da escada tão seu... e tão pouco meu... Tenho a impressão de que te dei tudo, tudo que eu tinha. E tenho certeza que não foi suficiente. Fico aqui, olhando pro teto e pensando em que estrada nossos passos irão se misturar novamente. Mas, não, não pense nisso. Nem se preocupe, isso é tolice. Nossas estradas estão dando tantas voltas longe uma da outra... Estão mesmo... Então, você está bem? Está bem sem mim? Só me diga que sim! Porque é o que mais quero. Porque o amor é também se afastar pra que o outro seja feliz, não é? Seja feliz, seja, a qualquer custo, porque é um caos te ver fora da minha vida. Faz tanto tempo que não digo que te amo, na esperança tola de que isso ajudaria de alguma forma a te esquecer, mas tem certos sentimentos que são difíceis de sair da pele e do coração. Amor é o principal deles.





Comentários

  1. Nostalgicamente lindo. Despedidas e caminhos opostos fazem parte da vida, apesar de.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  2. "Tenho a impressão de que te dei tudo, tudo que eu tinha. E tenho certeza que não foi suficiente. (...) Faz tanto tempo que não digo que te amo, na esperança tola de que isso ajudaria de alguma forma a te esquecer, mas tem certos sentimentos que são difíceis de sair da pele e do coração. Amor é o principal deles."

    Incrivel como eu sempre me encontro em suas palavras, sempre me identifico, e entendo cada sentido de cada palavra. Amei!
    bjs

    ResponderExcluir
  3. Nunca achamos que é suficiente, né, os sentimento que doamos? Em relação a isso, nós sempre queremos mais... E sobre as estradas, tem muitos atalhos tbm, rs.

    Tbm me identifiquei com seu texto, em partes.
    Belo, como sempre. (:

    ResponderExcluir
  4. A gente sempre dá um pouco de si ao outro.
    Às vezes damos um pouco demais, damos tudo e não ficamos com nada.
    Mas então depois vem outro "outro" e nos dá mais um pouco e assim são as trocas.
    Gostei do seu estilo.

    ResponderExcluir
  5. e como é difícil esquecer, e como é dolorido isso né!
    mas seguir é um belo começo!

    ResponderExcluir
  6. "...o tempo se encarrega de transformar em raiva ou rima", como bem disse o Leminski.

    Beijão.

    ResponderExcluir

Postar um comentário