quinta-feira, 29 de setembro de 2011

(In)Consciência II

   Hoje não quero falar de tristeza, não. Não quero te machucar, nem ligar várias vezes pra te exigir explicações da sua vida. Hoje eu não quero buscar soluções pra tudo. Pra nada. Não quero saber da dor de ninguém. Pareço egoísta? Eu me importo com o mundo, com as pessoas, com você. Mas, hoje não. Eu descaradamente não quero me importar com nada. Você consegue entender?   
   Me lembro de quando era criança e descia, despreocupada e travessa, na correnteza dos rios perto da casa da mãe. É isso que eu quero. Que a correnteza me leve, sem preocupações, sem tantas obrigações, sem compromissos... Que ela me leve, boiando, olhando pro céu azul, com algumas nuvens, mais bonito que já vi. Sabe o que eu quero? Quero tomar sorvete e comer chocolate, tomar refrigerante e comer todas as massas que eu gosto. Quero um coração menos duro, menos apertado. Mas eu já afastei o amor de mim, e meu colesterol continua subindo... Não sei se você me entende... Desconfio que...
   Sabe, eu quero não ser paquerada. Nem receber ligações de ex. Quero um descanso de relações afetivo-erótico-amorosas. Eu não quero machucar você. Quero o melhor de mim, que está aqui dentro, mas não quer sair. Quero o melhor pra você. Quero trabalhar e dormir mais. E ocupar minha cabeça, porque não quero pensar em você. Me deixe em paz. Quero te deixar em paz. Quero te ver com outra e sofrer mais um pouquinho por ti. Eu quero que você me dê uma flor, aquela que você sabe qual é. Não quero saber de você. Não quero te ver.
   Secretamente, quero que você entre no meu coração de novo, me ajude a organizar um pouquinho dessa sensação de bagunça...Você vai saber as coisas que ainda quero tanto, e as coisas que não quero mais. Todas. Você vai me conhecer profundamente de novo.
   Vai me re-conhecer.


Selo




Este fofíssimo aqui, veio da Keeyla Nayara do blog . Você é, o que ninguém vê ∞
Brigada'a Nayara . Amei o selinho gigante!!^^

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Faxina

   Sabe aquelas mensagens todas? 250 só no primeiro mês. Apaguei. Só pra você saber, te bloqueei e te exclui no msn também. Não fica pensando coisas más a meu respeito, não. Te livrei de um monte de complicaçõezinhas-de-merda-que-não-levam-a-lugar-nenhum. Você vai se sentir aliviado, vai por mim. Vai até agradecer secretamente no futuro, eu sei.
   Tirei nossa foto do porta-retrato que você me deu. Talvez eu coloque uma foto minha, com olhos alegres, quando puder segurá-lo sem comprimir os lábios. O que você me deu, guardei. Na última gaveta, a que não abro. E seu nome escrito nos meus livros, nas minhas roupas, nas paredes, móveis e tomadas da casa? Tô fazendo vista grossa... Tá difícil, você ainda está impregnado em cada parte. Mas, sim, deve haver um lugarzinho aqui em cima pra me proteger de lembranças nossas. E te proteger de mim.
   Sabe, um dia, quando eu disse que nunca iria deixar de contar os 28? Isso é verdade. A parte do teamo também.
(...) Desculpa isso, lá se vem eu, estragando com os planos novamente...
   Essa faxina toda tá me dando nostalgia alergia. Tudo tendo que ser sendo varrido pra debaixo de 5 ou 6 tapetes... sem coragem pra juntar de uma vez e levar pra fora.
   A poeira vai baixar? É tudo que eu quero saber...
 


sábado, 17 de setembro de 2011

Com uma pitada de urgência

 Eu quero uma página alegre pra minha história, pedi baixinho.
(...)Acreditava que ainda escreveria.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

A culpa é da memória, que não para quieta

   Tomava banho quando se lembrou da segunda e penúltima vez que o viu. Daquele tempo que ela dizia ter sido o mais-que-perfeito. Daquele que foi. Daquele que nunca mais vai se repetir. Nunca mais?
   Lembrou da calcinha preta e fina, que rasgou naquela noite quente, quando ela desajeitada e às pressas, vestiu após tomar banho. Pra ele. Que estava esperando na sala. Logo iriam para o quarto. E ela não sabia se ele perceberia. Hoje ainda, não sabe se ele percebeu. Talvez com uns anos de casados e ainda apaixonados, sentados na sala, com o filho no colo, 'uma criança com seu olhar', eles compartilhassem isso. Algumas risadas também. E ele pegaria seu filho dos braços dela e o colocaria no berço. E iriam para o quarto. E muitos anos depois, também se lembrariam desse segundo tempo.
     Planos.
   A água do chuveiro cessou. Enrolou-se na toalha e ficou olhando seu rosto no espelho.  Seu celular não tocaria mais aquela música que era dos dois. Não teria nenhuma ligação. Nenhuma. Ela não ouviria mais... Era seu rosto refletido, mas não era ela. Tinha certeza.
   (...)
   Nem tanta certeza assim...
   Ela tem um nó na garganta, um coração burro, uma falta que não vai ser preenchida, uma memória que não para quieta e uma vontade louca de gritar, de chorar tudo de uma vez. Ela não sabe de nada. Quer fazer tudo direito, mas não faz. Não consegue. E tanto erro, tanto erro, está fazendo ela perder tudo, tudo.

    

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Um pequeno engano

 Achava que estava retirando as pedras do caminho.
 Mal sabia que retirava as flores...




Selo


Este fofíssimo aqui veio da  de eeuborboleta!!
1. Qual o escritor (a) que mais te influencia?
     Gosto bastante de Caio Fernando, Tati Bernardi, Machado, Lispector...

2. Pretende escrever algum livro?
    Na verdade, nunca pensei em escrever um , não. 

3. Se sim, qual seriam o nome?
      ...

4. Qual a história que gostaria de escrever?
      ...

5. O que mais te inspira a escrever?
    Geralmente escrevo o que estou sentindo, coisas que acontecem por aí...

E este vai para:
Som dos passos
Melodia Invertida
Criiis.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sem esperar por resposta

Oi. Está tudo bem? Espero que sim. Mesmo. De coração. Você duvida e acha que eu quero mais é que você morra. Mas, não. Você foi tão importante pra mim e sei que alguma coisa entre nós teria dado certo, se eu não fosse igualzinha a todas as outras...Você deve se lamentar toda noite por que eu, justo eu e não alguém mais o seu número, não é? Tudo bem em admitir, já fui pedra no sapato de outras pessoas também. No passado, sabe? Hoje evito bastante me envolver! Hoje, depois de você. Às vezes penso que quando eu não sabia amar, era mais fácil. O amor nem sempre facilita as coisas. Mas eu não quero falar de amor, não. Você me conhece, sabe que eu não tenho vocação pra isso. Eu iria me perder e dificilmente conseguiria terminar uma frase sequer. Mas, eu senti. Tudo o que eu queria ter te falado e te mostrado esteve vivíssimo aqui no peito, só que em meio a bagunça. Agora não interessa, já é tarde e eu ainda sou igualzinha a todas as outras... Não espero mais que você me compreenda ou diga que me ama como disse tantas vezes. Eu não quero que as expectativas desçam pelo ralo do banheiro junto com algumas lágrimas. Eu estou parando por aqui. Com você. Com o que foi nós. Com o que poderia ser com outra pessoa. É bom dar um tempo de vez em quando por tempo indeterminado...pra pensar melhor, pra ser alguém melhor, pra fazer nada e esfriar a cabeça, pra entrar na moda... Sabe, não vai doer. Não vai doer mais. Do coração só sobrou um caco e esse eu tô jogando fora...



Selos


 Este selinho veio da Elaine Correa do blog nanx-nany.blogspot.com/
 Muito obrigada!!


E as regras são:
1. Exibir a imagem do selinho em seu blog.
2. Postar o link do blog que indicou
3. Publicar as regras
4. Indicar blogs para receberem o selinho
5. Avisar os indicados



E este vai para:
www.somdospassos.blogspot.com
http://coisasqdaonatelha.blogspot.com/
http://eeuborboleta.blogspot.com/
http://palavrasdeluna.blogspot.com/
http://devaneiosfugazes.blogspot.com/
http://walktomyownsong.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

Sobre quanto vai durar

Ela abriu o livro com cuidado, era o seu livro preferido. Lia e relia e chorava todas as vezes. Era uma sentimental...
Folheou algumas páginas e surpresa, leu o que estava escrito com letras desajeitadas:

'Que esta linda história nos mostre que Deus está sempre conosco e que vai nos ajudar a formar uma linda família e sermos muito felizes. Vamos ser felizes, sempre e pra sempre. Te amo muito.'

Contornou com a caneta azul e sorriu, vendo a data.
Julho de 2010.
O seu julho mais encantador, mais cheio de flores na cabeça, mais cheio de risos e vento no rosto.
Eram um casal. Com todas as pequenas imperfeições que um casal pode ter, mas sentiam um pelo outro o que nem todo casal que aparentava ser mais-que-perfeito sentia.
Sorriu novamente, boba, voltando no tempo, encostada na estante da sala.
As palavras dele faziam bem ao seu coração.
Ele a fazia feliz.
Ele tornava o caminho do seu sorriso mais curto.


   Ela escreveu abaixo da letra dele:
   Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias.*
   Eu acredito no nosso sempre e pra sempre.
   
   Colocou o livro no lugar, sentindo que um dia os dois iriam ler aquelas palavras juntos. E juntos sorririam.


  
*Frase do Livro Diário de uma Paixão.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Era só uma menina

  A criança olhava para o triciclo e para a mãe, para o triciclo e para a mãe.
     -Mãe, tira a outra rodinha. Já sou grande.
   Mas, a mãe achava que ainda não era hora, que ela iria cair. E a menina não experimentou da queda que talvez lhe fizesse ter mais coragem no futuro.