quinta-feira, 28 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Ninguém disse que seria fácil.


Me fere. Me machuca. Continua me largando e vindo na hora que achar melhor. Provoca. Insulta. Me desmonta. Brinca comigo. Não, faz melhor, me despreza. Isso deve doer bastante e talvez seja o bastante pra eu perceber que eu só tenho 21 e que você não devia ter entrado na minha vida. Quando eu resolver cair em mim e esquecer de você, tudo vai ficar bem. Tudo vai se ajeitar. E mais tarde, você vai lembrar que tinha a faca, o queijo e meu coração nas mãos e o quanto quer um único beijo meu agora. E eu vou saber disso só de olhar pra você. E vou dar risada.




: Olha, dói, sim, ainda. Corrói. Mas vai passar. Sei que você vai fazer passar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Entre dois ou mais

  - Se um carro mantém uma velocidade de oitenta quilômetros por hora e sofre um acidente , batendo de frente com outro carro, mesmo com o que sobrou, ele não sairá a oitenta, como se nada tivesse acontecido, ele disse olhando-a nos olhos.
   - Eu sei, ela sussurrou fechando os olhos e desprendendo a lágrima que teimava em saltar.



         :"Confiança é um troço importante e mais pra frente pode fazer falta"
                                                                                       Fabrício Corsaletti.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um plano

Não fora simplesmente um dia igual aos outros.
Lembrou-se do seu último pensamento antes de adormecer: 'O tempo está voando... Eu tenho sede de vida'.
Sorriu.
Sim, faria bem feito.
Viveria. Bem mais.
Estava disposta a ser feliz.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Somos o que fizemos para não mudar o que éramos...


   Pela segunda vez, a campainha soou. Ela olhou rapidamente o relógio da cômoda. 12:18. Levantou-se abrindo preguiçosamente os olhos e amarrando o cabelo ainda úmido. Girou a chave e abriu a porta, e o vento gelado da noite a envolveu, assim como a surpresa, as lembranças e a inquietação... E à medida que a avançava no corredor de piso vermelho, mais o portão parecia distante. Do lado de fora, ele esperava, olhando ela se aproximar.
   -Santo Deus, como ele está lindo!, ela pensou com as mãos trêmulas e achando que o chão se movia.
   Abriu o portão, sem saber exatamente o que dizer. Olharam-se e se envolveram num abraço apertado, urgente. Em silêncio ela deu passagem pra que ele entrasse arrastando a mala preta. Atravessaram o longo corredor e a conversa que tiveram depois, foi a mais cautelosamente superficial possivel. Sim, era preciso evitar qualquer desentendimento, aproximação ou volta ao passado. (...) Ao contrário do que pensava , estava vulnerável diante da presença dele ali e teve de lutar consigo mesma para frear aquelas gotas quentes e impróprias que turvavam sua vista.
   -O que ele estaria pensando enquanto tomava banho?
   Ela não saberia... Como também não soube obedecer as próprias ordens de manter distância, pois a proximidade dos dois, quando ele sentou-se ao seu lado na rede vermelha, os traiu. Ele tentou beijá-la, mas ela evitou, abraçando-o. Pensou que não queria vê-lo de novo, julgando que seria mais difícil, no entanto, sentia-se estranhamente feliz por tê-lo ali ao seu lado. E sabia com toda a certeza, que tudo que sentia por ele, agora ganhava mais força. E não pode mais evitar quando ele tentou beijá-la novamente.
   Se (re)encontraram.
   No olhar, na voz, no beijo e na madrugada que passaram juntos. E entre respirações irregulares e suspiros, sentiram que não seriam mais só memórias.

terça-feira, 5 de julho de 2011

(In)suficiente


 

-- Você tem ideia do quanto é dificil dizer não a quem se ama, quando o querer total, com todas as forças, com toda a verdade, a pureza, a certeza, a alma, o coração, é deixar escapar um sim?

-- Não sei. Sinceramente, não. Você sempre me arranca um sim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vermelho, amarelo, verde

   Nos encontramos ainda. Depois de alguns anos. Uma vez só. Foi no vermelho do semáforo, que rapidamente atravessei a faixa. Estranho foi o acelerar do coração naquela hora, mas só cai em  mim quando parei na calçada e como em um segundo solto no tempo, olhei para a pessoa atras do volante do primeiro carro de uma fila enorme. Eu já devia saber o porquê do coração trêmulo, palpitando em desordem, sacudindo sangue pra todo o corpo. Eu já sentira o peso desse olhar tantas vezes... leve, interrogativo, compreensivo... Mas, aquele olhar... Aquele, eu não sabia dizer.
   O outro sinal anunciou atenção e imaginei que essa seria a última
vez, de uma vez por todas, que o via. E como se ouvisse o som forte dos segundos antes que os carros seguissem, me virei para continuar andando. Não seria deixada novamente, prometi.
   O sinal abriu e a fila imensa seguiu destino. Ah!, também seguiria o meu. A pé, que fosse! 
   O coração foi desacelerando. Pensamentos e respiração voltando ao normal.
   Andaria mais distraída no futuro, pensei. 
   Sem parar.
                        Sem esperar.
                                                Precisava seguir.