segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ela só queria o de sempre. Insistia no mesmo pedido todos os dias.
    :Amor, amor, amor.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sms

_Oi. Desculpa insistir. Você já deve estar numa folha nova, branca, primeira linha. E vai recomeçar a escrever. Vai tentar não lembrar de rascunhos com letras confusas e meio apagadas. O rascunho jogado ainda será desamassado e lido novamente? Por quanto tempo ele demorará para desmanchar-se por completo, sem deixar vestígios nenhum? Quanto, quanto tempo?

_ Se esse rascunho não fosse tudo que se tinha...

_ Não joga esse rascunho, não. Pelo menos, deixa guardado, deixa num canto. Você nem precisa ver muitas vezes, não. Mas, deixa ali, pra se um dia, você quiser, desamassar e ler. O rascunho vai continuar ali do jeito que você dexou. Esperando. Ansiando. Qualquer tempo.




: Uma porta aberta. Uma janela. Mas deixa esperança!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Renascendo

  Havia desperdiçado tantos momentos e sucumbido a vícios e bebido até a última gota e vomitado tudo minutos depois.
  Por diversas vezes, foi triste, feliz, triste, feliz e hábitos repetidos a fez acostumar-se ao que sentia agora e ao que sentiria depois.
  Se despiu. Roupas, mentiras, promessas.
  Iria arrancar o medo.
  Iria deixar de tolices.
  Evitaria, se manteria longe, daria meia volta e iria embora.
  Precisava equilibrar-se. E desejava ardentemente se encontrar. Os caminhos haviam sido muitos e cheios de curvas e ela queria descansar em casa, com o cabelo molhado e mais esperanças.
  Estava fechando portas, sabia. O que o tempo leva, não traz de volta.
  Estava abrindo outras também. Tentava limpar a sujeira escondida embaixo do carpete e as manchas mais profundas.
  Não retornaria aos velhos anseios.
  Havia aprendido com as feridas internas, expostas, com ar de mal curadas.
  Eram feias. Por algum tempo, causaram vergonha, mas já não doiam.
  Pensava naquelas que tinha provocado, e sentia dor no estômago. Queria curar todas. Reparar danos. Resolver confusões.
  A casa, pensamentos, coração, a alma seriam reconstruídos.
  Mais fortes.
  Maduros.
  Era sim, um recomeço.
  Era um viver nascendo.
  Renascendo.


domingo, 5 de junho de 2011

Sobre escolher

   Ela descobriu que não podia passar a vida toda despetalando flores, esperando que o bem-me-quer-mal-me-quer indicasse respostas... E que às vezes, era preciso escolher algo sem que realmente se quisesse fazer isso.
   Descobriu que abrir mão era doloroso, que precisava de coragem e que nenhuma escolha a faria se sentir completa. Poderia estar deixando escapar sua parte mais bela, poderia estar fazendo o que era certo. Poderia ser uma infinidade de coisas, que ela não saberia agora.
    Mas era preciso.
    
    •

Sentiu apenas que algo faltava no lado esquerdo. Como um vazio em preto e branco.