sábado, 26 de fevereiro de 2011

Muitas datas...

    Tudo parecia girar um pouco e as respirações, antes ofegantes, ja se normalizavam. Um clima morno e a penumbra do quarto acolhiam os olhos semi-cerrados, as mãos quase adormecidas nos corpos , o cheiro de cumplicidade no lençol branco...
    Sorrisos leves, cheios de cor e bobagem

    Um já não era mais o mesmo sem o outro.

    Todos viam os dois, diferentes, complicados, meio estranhos no mundo, mas não imaginavam que ali eram um só.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ninguém imagina

  Só ela sabia. Sentia que a hora estava chegando e sentiu um leve tremor. Lágrimas insistentes desciam só de pensar que logo, logo enterraria seus desejos e temores, seu amor... o amor que sempre quisera  e que achou que não encontraria...
  Ela vira seu grande medo dançar por muitas vezes diante de sua face, e ainda assim ele lhe era estranho, selvagem, forte demais. Ela nunca se esquivou, já havia até procurado sua presença, mas agora... simplesmente queria fugir...
  Queria algo como paz, segurança... por incrível que pareça, queria engano, mentira, ela só queria viver, respirar.
  Lembrava do vento no seu rosto e fechava os olhos com satisfação e sorria. Um pequeno sorriso, como se não quisesse que o seu som fosse ouvido. Para não durar pouco. Para ser infinito.
  Quando sua mente descansava, ela era mais feliz. Exigia de si mesma uma folga de tantos pensamentos, de tantas cobranças, das inquietações... Mas, estava com medo agora.
  Medo de deixar esse mundo, suas viagens, suas risadas, esquisitices, seu amor...
  Não deveria ir agora. Não queria.
  Desejou ardentemente falar com Deus e pedir mais alguns dias. Precisava sim, precisava tanto...