segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Café sem açúcar, dança sem par*

   Sabe qual o meu pedido de sempre? Pedido de estrela cadente, assim mesmo no susto, presente de Natal, de Ano Novo, aniversário, todas as datas comemorativas, antes de dormir, logo que acordo, durante o dia, fazendo o que quer que seja? Exatamente isso. Eu quero que você seja a pessoa mais feliz do mundo. Quero que você exagere no sorriso e que tenha muitos motivos. Que encontre alguém bem bacana, se apaixone perdidamente, sinta e diga que a ama e que ela seja boa com você, que te faça bem, te cuide, que façam planos juntos e que tudo dê certo. E que você não lembre de mim, porque estará muito ocupado sendo feliz. Que tenha filhos lindos. Que se pareçam com você. E o seu trabalho um sucesso. Que viva muito e com saúde. Que Deus te proteja do mal. E infinitas coisas, o que for pro teu bem.
(...)
    Hoje pela manhã, olhei o céu pela janela, e um vento gelado bateu tão levemente no meu rosto, como os beijos que você me dava. E lembrei de você. E senti uma dor aguda, uma dor-ardência, um peso vazio. Nunca uma lágrima doeu tanto brotando nos meus olhos. E eu não queria chorar. Mas chorei. Um bocado.
E eu não sou fraca, burra, boba, nem coitadinha, não. É porque eu te amo tanto. Tanto, tanto, tanto, que quero tua felicidade mais que a minha vida. Não entende isso errado, não, ta bom? Não vem me dizer que eu sou covarde, ou que meu amor é mentira. Por favor. Faz isso por mim. Trata de ser feliz.


P.s: Dói pra caralho não te ter. 
p.s2: Esquece isso.



*Da música O nosso amor a gente inventa (Cazuza)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Foiporquerer

   Ela consultou o relógio. 13:05. Achava que chegaria atrasada como sempre, foi quando dobrou a esquina e sentiu uma-coisa-esquisita invadindo sua tranquilidade costumeira. Seus olhos o alcançaram. Estava sentado ao lado da mochila. Aproximou-se devagar, enquanto ele a observava cruzar a rua. O peso do seu olhar sobre ela a fez lembrar-se das noites em que dormiam juntos e ficavam horas se olhando, tão cúmplices, que ela teve vontade de voltar no tempo. Mexeu no cabelo, ainda meio molhado. 'O que ele estaria pensando?', pensou.
   Ele se levantou e sem porquês de ela estar ali, os dois se abraçaram como se quisessem acabar com toda a falta dos braços um do outro no tempo em que estiveram longe. Nada falaram. Ficaram um ao lado do outro, sentindo o gosto e o cheiro da presença que há muito não sentiam.
   -O que acha que teria acontecido se eu não tivesse ido embora?
   -Não sei.
   -Acha que ainda estaríamos juntos?
   -Acho que sim.
.silêncio.
   -Acha que ainda vamos ficar juntos? Digo, um dia na vida, e depois pra sempre?
   -Acho sim.
   Ela brincou com as chaves, para disfarçar uma-coisa-esquisita que formigava dentro dela. E pra quê? Se ele a conhecia tão bem...
   -Penso em você todos os dias. Muitas vezes por dia, ela disse.
   -Eu também.
   -Mas, mais uma vez você vai embora...
   -E mais uma vez você vai me deixar ir.
   -Não posso fazer nada. Você tem que ir.
   -Não é o que eu quero.
   -É o que vai fazer.
   -Tudo é culpa minha, então, não é?
   Ela ia abrindo a boca para responder, mas o ônibus chegou e ele não poderia mais ficar conversando.
   -Se cuida, tá?, foi o que ele conseguiu dizer, com a garganta meio estrangulada. 
   Ela o abraçou, estalou um beijo leve no rosto e o olhou nos olhos por alguns instantes, no mais profundo que pode. E lhe disse algo, algo muito importante, sem nada falar.
   Ele entrou no ônibus. Ela saiu andando, mais confusa do que já era. O ônibus partiu e ela sentiu uma lágrima quente brotar e rolar do lado direito do rosto, seguida de outras do outro lado.
   Tinha andado uns duzentos metros, quando sem saber o porquê, olhou para trás. Ele estava voltando. Pra ela. 
   Correu pra ele. E abraços. E beijos. E sorria e chorava feito pateta.
   Não sabiam se daria certo. Se parariam de discutir. Se seria pra sempre. Mas os dois tentariam. Eram loucos um pelo outro. Mais do que isso. Tempo e distância não conseguiram diminuir o que sentiam um pelo outro. 
   Eram espécies diferentes. 
   Leão e peixe. 
   Mas se amavam. E principalmente por isso daria certo.


Selinhoo

Este selinho mais-do-que-lindo aqui é comemorativo do blog O amor há de vencer. da Camila e da Amanda Sanches. Um beijoo'o meninas. Blog super bacana e fofo*